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    A ARTE DO SACERDÓCIO: A MISSA COMO YOGA

    Monsenhor James Ingall Wedgwood


    Palestra proferida a sacerdotes na Holanda pelo Monsenhor James Ingall Wedgwood (1883 – 1951), 1º Bispo Presidente da Igreja Católica Liberal, publicada em 1928.


    No simbolismo da Santa Eucaristia há excepcionais exercícios de yoga para o desenvolvimento da consciência superior. 

    Após o Adeste Fidelis (“Oh Vinde Fiéis Triunfantes”, verso que se canta durante as missas da Igreja Católica Liberal) vocês oferecem a Deus a mais preciosa dádiva em união com Ele que “sempre se oferece como  Eterno Sacrifício”.

     

    Ali vocês identificam-se com o grande Sacrifício da Segunda Pessoa da Trindade.  São capazes de fornecer impulsos às suas consciências em vários níveis de vossos seres, começando com o Átmico [Vontade Espiritual], dependendo da extensão à qual vocês já estejam despertos em cada nível. E assim aumentando o poder de resposta nestes níveis.

     

    Se vocês trabalharem conscientemente desta forma, poderão alcançar um tremendo desenvolvimento em todos os níveis de consciência.  Como monsenhor Leadbeater nos diz, ele não é apenas simbólico no sentido superficial da palavra, mas no sentido real.  Não é apenas simbólico, pois nele simboliza-se algo verdadeiro, mas nele transmite-se o real, porque os símbolos são verdadeiros.

     

    Vocês não apenas lidam com representações de acontecimentos cósmicos, mas com os poderes de suas almas, e suas próprias naturezas superiores são despertadas em todos os níveis enquanto vocês desempenham.

     

    FRATERNIDADE DE ADEPTOS

    Então nos unimos com os santos, “Ante o Teu Grande Trono Branco” em adoração.   Aqui vocês desempenham a tarefa de unir a consciência do celebrante e a consciência da congregação com aquela da Grande Fraternidade de Adeptos [a Comunhão dos Santos], cuja consciência, nos é dito, jaz nos níveis Átmico e Nirvânico.

     

    Se vocês exercitarem isto dia após dia, vocês se despertarão gradualmente para a autoconsciência nestes níveis.

     

    E assim é o mesmo com a consciência búdica [i.e. crística, ou intuicional].

     

    A FRAÇÃO

    Com a quebra da Hóstia simbolizamos a Vida Divina vindo à manifestação.

     

    O mesmo sentido simbólico está por trás da história de Osíris, e a fragmentação de seus órgãos lançados por toda a Terra.  Trabalhando desta forma vocês obtêm a atividade focada em diferentes aspectos de suas consciências, e se vocês tentarem trabalhar autoconscientemente em qualquer nível, após certo tempo vocês serão realmente capazes de fazer algo naquele nível.

     

    ORIENTE ENCONTRA O OCIDENTE

    Assim a Missa é um magnífico exercício de yoga para o desenvolvimento da autoconsciência naqueles níveis elevados de existência.  Nenhum de nós é tão proficiente quanto poderíamos ser nos níveis Átmico e Búdico.  Então, devo confessar, para mim mesmo sou dependente de tais auxílios.  Naturalmente poderia utilizar outros métodos e usá-los; poderia dedicar-me fortemente através de métodos orientais de meditação – e existem outros exercícios que poderia pôr em prática.

     

    Após ter exaurido um sistema, sou, em certa medida, dependente dele.  Somos todos dependentes de algum método ou outro para o desenvolvimento de nossas faculdades superiores; somos dependentes do mundo externo para obter as experiências que o mundo nos fornece – e é por isso que estamos nele.

     

    Assim sou dependente de algum sistema que me auxilie em certa extensão em meus próprios esforços para alcançar minha felicidade mais elevada.  Não deveríamos ser acusados de egoísmo se usamos tais métodos, embora seja certamente necessário tomar cuidado para que nossos esforços não sejam todo-governados pelo egoísmo;  um rapaz não é acusado de egoísmo se ele for à universidade para se aprimorar.  Mas devemos manter o interesse em nós mesmos dentro de limites.

     

    DESENVOLVIMENTO DA GRAÇA

    Há outro aspecto do trabalho – o envio de força espiritual para o mundo.  Sinto que há muito que podemos fazer neste caminho para nos desvencilhar das formas exteriores.  Vocês devem se lembrar de que enquanto estiverem em manifestação vocês possuem certa dualidade de perspectiva, do ponto de vista do espírito e da matéria, da vida e da forma.

     

    Vocês não podem desvencilhar-se das cerimônias tanto quanto não podem livrar-se das formas, e a única maneira de fazê-lo seria manter-se fora da manifestação.  Todos são condicionados pela forma.  O que se quer significar, eu penso, é que vocês devem se desvencilhar-se das formas que não são mais adequadas para seu trabalho e adentrar em formas que conduzem a vida para o mundo.

     

    Há sempre esta dualidade de perspectiva.

     

    Há o exterior e o interior, e vocês não podem fazê-lo sem um ou o outro.

     

    Vocês não podem fazê-lo sem se alimentar, ou sem quaisquer outros processos normais da vida; vocês dependem do mundo para sua manutenção.

     

    Deveríamos incrementar nosso contato com o mundo exterior.  Aqueles contatos com o mundo exterior evocam os poderes que estão latentes dentro de vocês.  Vocês podem antecipar a experiência pelo uso de sua imaginação, mas vocês vislumbrarão que certa soma de contato com o mundo exterior é necessário.

     

    Em nossa Igreja nós temos o Cristo dentro de nós, mas vocês têm também uma intensificação especial do poder de Cristo fora de nós, que podemos despertar e canalizar em uma expressão mais plena do poder de Cristo em nosso interior.

     


     

    Tradução: Rev.Pe.Osmar de Carvalho