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    O MESTRE JESUS

    Rev.Geoffrey Hodson

    Este artigo foi retirado do livro "Clairvoyant Investigations of Christian Origins and Ceremonial" (Investigações Clarividentes sobre as Origens do Cristianismo e seu Cerimonial).

    O Mestre Jesus assumiu, na Palestina, por volta do ano 100 a.C., a dupla tarefa de um Arhat visitante e de um Essênio completamente Gnóstico, que almejava libertar o Judaísmo degradado daquele tempo e seus ambiciosos sacerdotes através da disseminação da luz do puro Gnosticismo por toda a região, incluindo os ensinos relativos ao atingimento do Adeptado e estágios ulteriores. "Sêde pois perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito" (Mateus V: 48)

    Na primeira dessas tarefas Ele falhou e entregou Sua vida física nas mãos de um populacho praticamente bárbaro manipulado pela hierarquia organizada dos sacerdotes. Não obstante, Ele inspirou e ajudou enormemente todos os seus compatriotas e as mulheres que deram ouvidos a Seus ensinamentos e testemunharam e participaram em Seus milagres, fazendo assim avanços na senda espiritual. É a memória e os registros dessas várias experiências que estão parcialmente, e em alguns pontos fielmente, registrados no Novo Testamento, os Canônicos e os Apócrifos.

    O poder do clero, apoiado por oficiais do governo, provou ser muito grande. Pode-se dizer que Ele falhou na parte mais pública de sua missão, sendo, porém, de grande auxílio no avanço da espiritualidade de muitas pessoas, e por conseguinte da raça humana.

    Jesus foi um personagem humano extremamente belo e compassivo. Ele foi preparado para sua missão por meio de suas iniciações nos Mistérios Egípcios - a "fuga para o Egito" é um equívoco, ou antes um véu lançado sobre esta verdade - e em muitas ocasiões confundiu a ortodoxia e o clero do Judaísmo decadente de seu tempo. Ele reuniu estudantes ao Seu redor e introduziu alguns (os discípulos) na intimidade dos Mistérios. Houve muitos mais que os doze conhecidos.

    De nenhum ponto de vista os Evangelhos são uma história ordenada de sua vida na Palestina. Ele disse muitas daquelas coisas e fez muito daquilo que é narrado, mas não na seqüência relatada. Muito mais ensinamento esotérico sobre os mistérios esotéricos foi dado a grupos seletos, mas obviamente nunca se pretendeu que esse ensino fosse registrado. São Paulo foi mais longe que todos na revelação das preleções místicas.

    A inimizade do clero, assim como está descrita nos Evangelhos, foi uma realidade, e uma realidade extremamente infausta, dado que levou Sua vida a um fim prematuro - realmente desafortunada para o bem da humanidade. Há muitas partes dos Evangelhos que são descrições verdadeiras das palavras que pronunciou, dos lugares em que esteve, dos milagres que operou e da escolha dos discípulos, embora este último fato ainda esteja insuficientemente explicado. Ele ensinou a seus discípulos a verdade mais profunda, Gnóstica, Essênia, e é claro, "teosófica", no sentido mais amplo da palavra.

    Ele ensinou principalmente a céu aberto e retirou Suas parábolas e ilustrações da vida cotidiana do povo; como contam os Evangelhos, Ele foi um grande personagem e, por alguns poucos anos, um veículo para o Atma Logóico - um Avatar. Eu acredito que foi em torno do ano 100 a.C. que Ele andou e viajou pela Palestina.

    Jesus foi corretamente chamado "o Galileu", uma vez que a maior parte de Sua atividade centrou-se em torno do Mar da Galiléia, mesmo que tenha viajado por toda Judéia - seguramente pela região de Jerusalém, mas não com tanta certeza dentro da própria cidade e seus arredores.


    SUA MORTE
    A declaração de São Paulo é o verdadeiro relato sobre Sua morte, que aconteceu como resultado de uma premeditada emboscada e inesperado apedrejamento, tendo sido seu corpo pendurado em uma árvore. Não desejo contudo destruir o relato ortodoxo da crucificação, pois ele tem valor em um sentido mais místico, mesmo sendo historicamente inacurado.

    Imagino que Ele pudesse ter se safado do apedrejamento - desaparecendo, por exemplo - não fosse por uma das primeiras pedras ter atingido Sua testa, atordoando-o fisicamente. O restante seguiu-se em toda sua tragédia, deixando muito do trabalho que iria fazer para uma ocasião posterior. Seu corpo foi submetido a indignidades que os discípulos não puderam evitar, e muitos deles foram gravemente feridos por causa de sua associação com Ele. Havia mulheres, mas estas se evadiram prudentemente quando as atrocidades começaram.

    O Jesus dos Evangelhos é uma mescla do personagem real e de representações alegóricas de Arhats, suas missões e avanços em direção ao Adeptado. Os Evangelhos não são exatos, especialmente no que se refere à seqüência de eventos, ou às vezes acerca do local onde um evento ocorreu. Os autores simplesmente recolheram relatos, histórias, incidentes, ensinamentos e milagres, e fizeram o possível para agrupá-los seqüencialmente. Portanto existem muitos erros.

    Semelhantemente como descrito nos Evangelhos, Ele realmente reapareceu a Seus discípulos, principalmente com o intuito de dar continuidade aos aspectos mais ocultos e espirituais de Seu ministério, que incluíram a condução de discípulos à iniciação na senda espiritual e a instrução no trabalho que poderiam fazer pela humanidade em Seu nome. Eles usaram Seus métodos e Seus ensinamentos, muitos dos quais tinham se tornado, por assim dizer, preciosos e bem guardados tesouros.

    Finalmente, no devido tempo Suas visitas supra-normais cessaram. Minha humilde crença é que - ainda que não possa aduzir quaisquer provas - Ele realmente reencarnou como Apolônio de Tyana [Séc.I d.C.], cuja encarnação muito se assemelhou a de Jesus.

    Não posso dizer muito sobre sua vida antes de ter o privilégio de encontrá-Lo (1), mas intuitivamente estou convencido de que Ele realmente visitou as várias comunidades Essênias e Ebionitas, onde foi uma grande fonte de iluminação e instrução, pelas palavras e pelo exemplo. Uma vez que minha memória egóica não se estende àquele período de Sua vida, não posso afirmar que Ele seja o "Mestre da Justiça" da comunidade de Qumram, ainda que certamente este tenha sido Seu papel onde quer que tenha ido. Contudo, isso não exclui - nem deve - a possibilidade de que a comunidade Qumram possuísse também um Instrutor adiantado. Instintivamente, pelo que isso possa valer, sinto-me inclinado a duvidar acerca desta identificação.

     

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    NOTAS:
    Arhat, (Sânscrito) - Também poder ser mencionado como: Arhat, Arham, Rahat etc.; "o digno"; literalmente; "que merece louvores divinos". Este nome foi dado primeiramente aos santos jainistas e, posteriormente, aos santos budistas iniciados nos mistérios esotéricos. [O Arhat é aquele que penetrou no melhor e supremo sendeiro, livrando-se assim do renascimento. O Arhat é o iniciado de grau superior, isto é, o que alcançou a quarta e última iniciação, e aquele que passa por ela e converte-se em Adepto. [Glossário Teosófico]

    Adeptado - Condição de Adepto, Mestre de Sabedoria; do latim "Adeptus", literalmente "aquele que obteve". Também mencionado como Mahatma, "Grande Alma"; Um alto Iniciado que obteve toda a onisciêncio e domínio da consciência no nível humano.

    Atma-Logóico - O princípio da Vontade Divina.

    Avatar - Encarnação Divina.

    (1) - No livro póstumo Light of the Sanctuary, que constitui-se de notas de diário compiladas durante sua vida, há uma entrada em que Geoffrey Hodson declara ter vivido na mesma época em que Jesus esteve na Palestina. Em uma determinada ocasião, quando o Mestre dava um de seus sermões ao ar livre, o infante estava próximo, e quando os guardas tentaram dissipar a turba com suas espadas uma pessoa foi ferida; Jesus aproximou-se para ver o que acontecera, e neste instante os dois cruzaram olhares. Tal visão da intensidade do olhar do Mestre ficou fortemente registrada em sua alma, o que permitiu-lhe recordar este fato em sua vida no século XX. (Nota do Revisor)


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    Tradução: Ricardo Frantz
    Revisão: Rev.Pe.Osmar de Carvalho