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    PROVAI TODAS AS COISAS
     Rev. Sir Hugh Sykes
    Ex-Bispo Presidente
    Vol. 35, n°8 (Dezembro de 1966)
    Quando Paulo escreveu à Igreja de Tessalônica seu desejo foi encorajar os membros a perseverarem, e avisá-los contra a fácil aceitação de ensinamentos atraentes e práticas que não estavam de acordo com a doutrina cristã. Entre suas muitas exortações está: “Provai todas as coisas, preservai só as que forem boas” (I Tess., V, 21). Não podemos saber com precisão o que ele tinha em mente quando escreveu estas coisas, nem podemos estar certos por qual medida ou padrão ele desejava que as coisas fossem provadas. Provavelmente seria pela comparação de todas as novas idéias com o ensino que ele próprio havia-lhes dado. O próprio Paulo, é claro, era de certo modo um rebelde – contra a situação das coisas em Jerusalém – ainda que fosse obviamente contrário a encorajar desvios irrefletidos que poderiam interferir com a liberdade de outros. O modo peculiar pelo qual Paulo desejava que as coisas fossem provadas não precisa nos preocupar; podemos nos beneficiar, como sem dúvida o fizeram os Tessalonicenses, da exortação geral, escolhendo nossos próprios padrões ou medidas pelos quais “provar todas as coisas”.
    Uma ou duas horas instrutivas, e mesmo divertidas, poderiam ser gastas em listar os vários modos pelos quais qualquer seleção aleatória de membros da igreja (altamente imaginários, é claro) poderia delinear os méritos ou deméritos de qualquer idéia particular a fim de “prová-la”. Ela é literal? Concorda com a tradição Católica? Está na “Ciência dos Sacramentos”? É Teosófica? Afina-se com o vegetarianismo ou a inofensividade? È gnóstica? É o que o Bispo Fulano ou o Doutor Sicrano teriam ensinado ou aprovado? É o que meus sentimentos, intelecto, intuição, Eu Superior ou espírito guia me dizem ser certo? É necessária? Conforma-se com nossa “Declaração de Princípios e Sumário de Doutrina”? Está na moda, é atual ou vanguardista? É útil ou prática? A lista poderia se estender indefinidamente.
    Para os membros leigos, qualquer destes, ou outros, padrões poderiam ser escolhidos com perfeita justificação. O que não seria justificável, contudo, é qualquer tentativa de impor sobre outros membros os seus próprios padrões pessoais, ou os de qualquer outro grupo de pessoas...
    Uma conformidade voluntária às formas prescritas de serviço passa de mão em mão com completa liberdade de crença e de interpretação destes serviços.
     Preservai o que for bom... há certas “coisas boas” que são dignas de serem “preservadas”. Aqui há duas principais:
    1.      A liturgia que todos os bispos, clero e congregações devem usar é essencialmente Cristã e indica sem qualquer dúvida que somos uma Igreja Cristã da verdadeira tradição Católica. Já os membros não são coagidos a nenhuma crença. Eles podem, por exemplo, se desejarem, acreditar na validade de, ou no reconhecimento da verdade contida em, qualquer outra religião, não necessariamente aceitando a tradição ou revelação Cristãs como em si supremas e suficientes. Os membros se juntam à Igreja por sua livre vontade, aceitando a liturgia como ela é, e pelo que representa para eles como indivíduos.
    2.      A Igreja é internacional, e seu corpo governante consiste de bispos de muitos países diferentes; eles representam o clero e as congregações de suas diversas províncias. Cada província tem sua própria contribuição distinta a fazer ao caráter da Igreja, nenhum tem precedência sobre nenhum outro, e todos estão conformes aos editos do corpo governante. Já dentro desta estrutura internacional cada país é capaz de apreciar e desenvolver suas características próprias sob a jurisdição do Bispo Regionário, que assegura que qualquer coisa que ele sancione dentro de sua província esteja livre de conflito com a política e posição gerais da Igreja internacional.
    Freqüentemente é difícil para membros de outras Igrejas ou sociedades ou organizações religiosas apreciar o pleno significado da liberdade dos membros da Igreja Católica Liberal, que de modo algum pode ser “rotulada” ou “classificada” como adepta desta ou daquela fé ou doutrina particulares. A forma de culto é universal para todos os membros; o conteúdo (o significado e relevância) é individual para cada membro. É claro, isto não evita que pessoas de fora de nossa Igreja sustentem que os Católicos Liberais “acreditam” nas mais extraordinárias idéias! E é compreensivelmente difícil para tais pessoas distinguir entre a posição do membro individual e a posição da Igreja. Mas esta distinção é essencial. Liberdade, em seu sentido mais verdadeiro, é algo que deve ser conquistado pelo indivíduo, e é tão preciosa para este indivíduo como o é para a Igreja a que ele pertence livremente. E a preservação desta liberdade é algo que deve ser continuamente exercido, pois pode facilmente ser perdido.
    A verdadeira unidade – Um em Cristo – para citar mais uma vez nossa “Declaração de Princípios”, a Igreja Católica Liberal “defende com veemência que a fé deve ser o resultado do estudo ou intuição individuais, e não o seu antecedente. Uma verdade não é uma verdade para o homem, nem uma revelação é uma revelação, antes que ele confirme por si mesmo esta verdade”. Há algumas indicações de que é em direção a esta exata posição que outros grupos Cristãos estão se movendo agora. A aceitação de interpretações particulares, ou de expressões dogmáticas, é visto como irrelevante, em contraste com uma percepção interna e individual de verdades gradualmente emergentes. Um escritor Católico Romano diz que qualquer testemunho “pela ação comum do povo de Deus” é valioso “somente contanto que suscite engajamento pessoal” (Rev. Fr. M.J. le Guillou, O.P.). A livre aceitação pelo indivíduo de sua própria visão e caminho é a necessidade básica. A outra necessidade é que devemos igualmente aceitar que “somos membros uns dos outros” e devemos cooperar no companheirismo do trabalho e serviço no campo da iniciativa organizada que estiver disponível, por exemplo, na liturgia da Igreja.
    A respeito de nossas relações com os outros Cristãos, não de nossa comunhão, devemos procurar, em qualquer sentido que possamos conceber, preservar e implementar estas liberdades em direção às quais eles parecem sentir ser seu caminho. Devemos, de fato, ajudar nossos irmãos em outros grupos Cristãos (e ser fiéis a nós mesmos) somente se continuarmos a testemunhar a validade da confrontação interna – “Eu vivo, mas já não sou eu, pois é Cristo que vive em mim” – e nos unirmos voluntariamente (quaisquer que sejam as diferenças de visão que possam existir) como membros trabalhando juntos no Corpo de Cristo, crescendo assim em verdadeira unidade espiritual. Não devemos impedir outros Cristãos de assumirem nossos próprios princípios individuais sacrificando-os para assegurar uma concordância sobre formas verbais. Tais formas verbais se tornam mais tarde obstáculos no caminho daquela verdadeira unidade de vida espiritual e trabalho que todos nós desejamos.
    Tradução: Ricardo Frantz
    Revisão: Rev.Pe.Osmar de Carvalho