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    A PÁSCOA PERENE
    Monsenhor Eric Taylor
    Bispo Presidente
    The Liberal Catholic
    Vol. 59, nº 2 (Junho de 1990)
    Sou tomado por um lapso no tempo. Sinto mais quando sento para escrever os editoriais para The Liberal Catholic. Estou escrevendo na alta estação da Páscoa, com a Vela Pascal acesa para significar a Presença do Cristo Ressuscitado entre nós. Mas pela ocasião em que meus leitores (se houver algum) forem folhear estas páginas a Vela Pascal há muito se terá apagado, o Senhor terá subido aos Céus, o Espírito Santo terá descido e estaremos cantando os louvores à Santíssima Trindade. Isto, suponho, de certa forma é o resultado da revolução tecnológica na indústria da impressão. As velhas máquinas de linotipo devem ter desaparecido, e tudo é feito suave e eficientemente a partir de um pequeno teclado. Costumava-se empregar uma grande quantidade de força humana, o que era caro. O resultado era muito bom, mas suponho que já não se adequa aos métodos modernos.

    Parece haver um grande hiato. Mas de fato é tudo ilusão. A Páscoa real é contínua, eterna, como o verdadeiro Natal e tudo mais. Todo Domingo é uma Festa da Ressurreição e do Senhor Ressurrecto, que parece estar aqui e então já não estar. Quem surge através de portas fechadas e parece estar em mais de um lugar ao mesmo tempo não é limitadodo pelos laços do tempo e espaço. Ele vive em um mundo do Espírito, como suponho que também vivamos, se apenas pudéssemos percebê-lo.

    Na época das aparições da Ressurreição os Discípulos foram levados a perceber um outro mundo, uma outra maneira de viver. Mas é claro que não era a primeira vez que eles viam isso. Anteriormente, no relato dos Evangelhos, os três Discípulos principais são levados para uma "montanha elevada" - uma condição de êxtase - e lá, subitamente eles vêem o Senhor transfigurado diante deles. Sua face e mesmo suas roupas brilham com uma luz etérea, e eles vêem Moisés e Elias - os predecessores - falando com Ele. Então de súbito tudo se acaba, e eles são trazidos de volta a uma situação terrena onde uma experiência se segue a outra, previsivelmente, seguramente. Ou assim pensamos. Mas de fato mesmo a nossa vida diária não é tão previsível assim. O imprevisível realmente acontece, e às vezes o faz em grande escala.

    Na última Páscoa quem poderia ter previsto a súbita libertação dos países do Leste Europeu, e o rápido declínio do Partido Comunista? Certamente não ouvi acerca de tal previsão, embora possa haver pessoas que aleguem ter previsto. Tem havido repercussão em toda parte.

    Nosso próprio povo na Hungria escreve para me contar que por causa de todas estas mudanças é possível ampliar e reavivar seu trabalho pela Igreja. O que antes era feito com sacrifício agora é feito pelo direito. Desejamos a eles todo sucesso e felicidade em seu trabalho sob estas novas circunstâncias.

    Mas mesmo na Europa Ocidental há mudanças. Há um outro Bispo Auxiliar na França: logo haverá outros na Escandinávia: são sinais de um organismo vivente e vitalizado, o qual é nossa Igreja, e a vitalidade da Igreja é nossa interpretação da Presença do Senhor entre nós. Não é só na Palestina de dois mil anos atrás que o Cristo Ressuscitado se manifesta entre nós. É aqui, bem onde quer que estejamos erguendo uma igreja, explicando nosso trabalho ao mundo.

    É o tempo - a sucessão de momentos, a sucessão de incidentes - que é a verdadeira ilusão. O Senhor não desaparece quando se apaga a Vela Pascal. Ele não nos abandona. Nós podemos esquecê-Lo, mas Ele ainda está lá.

    "Deveríamos lembrar de Deus em tudo e acostumar nossa mente a ficar sempre em Deus", diz Mestre Eckhart, "entre nossos sentimentos, pensamentos e esperanças. Atentem para como vocês pensam em Deus. Do mesmo modo que vocês pensam n'Ele na Igreja ou em privado, pensem assim sempre. Levem-No consigo entre as multidões e agitações do mundo externo... Se vocês mantiverem este tipo de constância, nada poderá separá-los da Consciência Divina".


    Tradução: Ricardo Frantz
    Revisão: Rev.Pe.Osmar de Carvalho