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    A DIVINDADE DE CRISTO
    Rev. Sten von Krusenstierna
    The Liberal Catholic
    Vol. 53, nº 2 (Junho de 1984)
    Hoje não existe a mesma ênfase entre os teólogos sobre a divindade de Cristo como havia no passado. Em O Mito do Deus Encarnado, de uma equipe de teólogos Anglicanos, o conceito é visto principalmente como mitológico ou "uma forma poética de expressar sua significância para nós" (vide o Prefácio). Nós, Católicos Liberais, estamos a este respeito "fora de moda", por acreditarmos na divindade de Cristo.

    Toda a idéia de Jesus Cristo ser Deus é em grande parte o produto do Evangelho de São João. O Verbo (Logos), que é ao mesmo tempo uno com Deus e por quem todas as coisas foram feitas, "se fez carne" (João, 1:14). Este é o conceito típico da encarnação divina, não dessemelhante do conceito Hindu dos avataras. Na assim chamada literatura Clementina do século II, Cristo é descrito como sendo o Filho de Deus que encarna de tempos em tempos em homens perfeitos como Abraão, Moisés e Jesus.

    A Igreja levou muitos séculos para tratar abertamente do problema de como poderia Cristo ser Deus e homem. No Concílio de Calcedônia, no ano de 451, a definição final da natureza de Cristo emergiu, usando a seguinte fórmula:

    "...nosso Senhor Jesus Cristo, ao mesmo tempo completo em Divindade e completo em humanidade, verdadeiramente Deus e homem, consistindo ainda de uma alma racional e corpo; da mesma substância do Pai com respeito à sua Divindade, e ao mesmo tempo consubstancial conosco a respeito de sua humanidade..."

    Esta é só a parte central da fórmula de Calcedônia. Que a Igreja Católica Liberal concorda com o conceito das "duas naturezas" fica claro pela frase no serviço da consagração de um bispo em nossa liturgia:

    "... nosso caríssimo Senhor que, conquanto seja Deus e homem, todavia não é dual, mas um só Cristo; e como n'Ele indissoluvelmente Ele une duas naturezas..."

    Muitos teólogos modernos não se satisfazem com a definição de Calcedônia. Há ainda as igrejas pré-Calcedônicas (as que foram separadas da Igreja principal antes de Calcedônia, principalmente porque estavam fora do Império Romano) e as assim chamadas igrejas não-Calcedônicas, aquelas que não aceitaram as definições do Concílio. Hoje este grupo inclui as Igrejas Assíria, a Ortodoxa Síria, a Armênia, a Copta e a Etíope. Algumas destas mantêm a doutrina "monofisista" - a de que só haveria apenas uma natureza em Cristo: a Divina.

    O Bispo Leadbeater trata deste assunto com grande reverência. Em sua visão, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade age através de Cristo que, em Sua encarnação na Palestina, usou o corpo de Jesus, o qual foi consignado a Ele por ocasião do batismo por João no Jordão. Ele escreve sobre Cristo:

    "Ele é tão plenamente uma expressão, uma manifestação daquela Segunda Pessoa da Santíssima Trindade que para nós, em nosso estágio, não podemos fazer distinção alguma entre Eles - Um é, por assim dizer, a própria encarnação do Outro." (A Gnose Cristã, p. 122)


    Tradução: Ricardo Frantz
    Revisão: Rev.Pe.Osmar de Carvalho