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Igreja Católica Liberal

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    DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS


    INTRODUÇÃO
    A Igreja Católica Liberal existe para promover o trabalho do Cristo no mundo; ela é uma corporação independente e autônoma, de nenhuma forma dependente de Roma ou sobre qualquer outra Sé ou autoridade fora de sua própria administração. Ela não é Católica Romana ou Protestante. Chama-se Católica Liberal porque sua perspectiva é simultaneamente liberal e Católica. Católico primariamente significa universal, mas também veio a significar a perspectiva e prática da igreja histórica enquanto distinta de outras seitas. A Igreja Católica Liberal alia-se à esta tradição histórica. Objetiva a combinação de formas Católicas de culto, ritual imponente, profundo misticismo e o testemunho da realidade da graça sacramental, com a mais ampla extensão de liberdade intelectual e respeito pela consciência individual.

    A Igreja Católica Liberal veio a existência como resultado de uma completa reorganização, em 1915-1916, da Igreja Velho Católica na Grã Bretanha sobre uma base mais liberal. Esta igreja derivou suas ordenações da Sé Arquiepiscopal Velho Católica de Utrecht, na Holanda. A Igreja Católica Liberal preservou cuidadosamente esta sucessão de ordenações. A atitude religiosa e doutrinária do Antigo Catolicismo não é aquela da Igreja Católica Liberal, a qual, ao descrever-se como Católica assim não o faz para indicar a fonte de suas ordenações e sua unidade orgânica com a igreja histórica.

     

    ANTECEDENTES TEOLÓGICOS E FILOSÓFICOS
    A Igreja Católica Liberal deriva a inspiração central de seu trabalho de uma intensa fé no Cristo vivente, crendo que a vitalidade de uma igreja avança na proporção em que seus membros não somente comemoram um Cristo que viveu há dois mil anos atrás, mas que luta também para servir como um veículo para o Cristo eterno que vive eternamente como uma poderosa presença espiritual no mundo, guiando e sustentando seu povo. Ela aceita a promessa do Cristo quando esteve na Terra: "Lo, eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mt. 28:20), e "Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ai estou eu no meio deles". Ela considera que esta promessa torna válida todo culto cristão de qualquer tipo, desde que seja sincero e autêntico.

    Além disto, sustenta que, ainda que a promessa da presença seja efetiva para com os fiéis individualmente, nosso Senhor também estabeleceu certos ritos ou sacramentos (chamados 'mistérios' na Igreja Oriental) para maior auxílio de seu povo, a serem ministrados em sua igreja como canais especiais de seu poder e bênção. Por intermédio destes meios de graça ele está sempre presente em sua Igreja, outorgando a seu povo o privilégio da associação e comunhão com ele, guiando e protegendo-os em cada etapa, desde o berço até o jazigo.

    A Igreja Católica Liberal reconhece sete sacramentos: Batismo, Confirmação, a Santa Eucaristia, Absolvição, Santa Unção, Santo Matrimônio, Ordens Sacras. Para assegurar sua eficácia ao fiel, ela preserva com o maior cuidado a administração de todos os ritos sacramentais e preserva uma sucessão episcopal que é reconhecida como válida entre aquelas Igrejas da Cristandade que mantém a Sucessão Apostólica das Ordens como um dogma de sua fé.

    Além de perpetuar esses ritos sacramentais, os seguidores imediatos do Cristo transmitiram um corpo de doutrina e certos princípios de ética. Muito deste ensinamento original foi sem dúvida perdido e alguns deles obscurecidos com o passar dos tempos. O que resta é uma herança preciosa, a ser guardada com terno amor e reverência.

    A Igreja Católica Liberal considera as escrituras, os credos e tradições da igreja como os meios pelos quais os ensinos do Cristo tem sido transmitidos a seus seguidores. Ela não os investe com qualquer idéia de infalibilidade literal, nem contempla, sob a perspectiva de seus conteúdos e desenvolvimento histórico, como qualquer outra igreja pode logicamente fazê-lo. Ela deduz deles certos princípios de crença e conduta que ela considera como fundamentais, verdadeiros e suficientes, embora não completos, como uma base do correto entendimento e correta conduta.

    Por formar este corpo de doutrina e ética, A Igreja Católica Liberal toma o que é, em certos aspectos, uma posição peculiar entre as Igrejas da Cristandade. A igreja cristã sempre conteve em si distintas escolas de pensamento. Os eruditos medievais que sistematizaram a teologia na igreja ocidental seguiram o método de Aristóteles, mas os primeiros dentre os Padres com inclinação filosófica eram Platonistas, e A Igreja Católica Liberal, conquanto não subestime a clareza e precisão dos sistemas escolásticos, possui muito em comum com as escolas Platônicas e Neo-Platônicas da tradição cristã. Ela mantém que uma teologia pode justificar-se e ser de valor permanente apenas se puder suportar um constante re-exame à luz do progresso do conhecimento humano e do despertar espiritual do indivíduo; tal teologia participa da natureza da Teosofia. Theosophia (do grego, "Sabedoria Divina") difere da teologia na enfatização da importância da busca de cada indivíduo pela compreensão espiritual baseada na experiência pessoal (gnosis ou sophia), enquanto oposta à imposição dogmática de interpretações particulares das escrituras que podem ser limitadas ao conhecimento humano do mundo em qualquer período histórico. Conquanto certos ensinamentos superiores permaneçam dentro da categoria da revelação, uma vez que eles estão além do nosso alcance e compreensão, outros menos remotos são passíveis de comprovação, e até desenvolvimento, por aqueles que tenham despertado em si mesmos a visão espiritual necessária. O homem, por ser divino em essência, pode chegar a conhecer a Divindade de cuja vida participa, e ao desenvolver gradualmente os poderes divinos que tem latente, através de sucessivas vidas na terra, pode adquirir um maior conhecimento do universo que é em si a expressão daquela vida divina. Este método de abordagem é idêntico a antiga Bhramavidya dos Upanishads hindus, ou o Dhyana (em chinês Ch'an, e em japonês Zen) dos budistas. Esta plenamente justificado nas escrituras. O vocábulo 'teosofia' apareceu constantemente no pensamento religioso tanto do Oriente como do Ocidente, e denota não só o misticismo senão também a filosofia eclética que se encontra em toda religião.

    A Igreja Católica Liberal reconhece dentro da Paternidade de Deus um aspecto maternal da Divindade que produz e nutre toda a vida criada. Este aspecto é representado pela Santa Senhora Maria, cuja terna atenção por todas as mulheres e crianças, e por todos os que sofrem, suplementa o divino ministério de nosso Senhor Jesus Cristo; demostra-se na terra em nosso reconhecimento da santidade da vida, e é exemplificado pelo sacrifício e o amor da maternidade humana que desperta nossa reverência e respeito mais profundos.

    A Igreja Católica Liberal crê que há um corpo de doutrina e experiência mística comum a todas as religiões, o qual não pode ser reclamado como de posse exclusiva por nenhuma delas. Ao mover-se dentro da órbita do Cristianismo e considerar-se uma igreja distintivamente cristã, afirma, não obstante, que outras religiões são de inspiração divina e que todas procedem de uma fonte comum, ainda que cada uma ponha ênfase em diferentes aspectos deste ensinamento; incluindo-se alguns que possam cair temporariamente em desuso. Tal ensinamento repousa sobre seu próprio mérito intrínseco. Forma aquela verdadeira Fé Católica que é católica por ser a declaração de princípios universais na natureza; Santo Agostinho declarou: "A mesma coisa que agora chamamos religião cristã existiu entre os antigos e não deixou de estar presente desde os primórdios da raça humana até a vinda do Cristo em carne, desde cujo momento a verdadeira religião, que já existia, começou a chamar-se cristã." (Retract I, XIII, 3) O mesmo princípio se encontra na bem conhecida declaração de São Vicente de Lerins : "Afirmemos aquele em que se tem crido em todas as partes, sempre e por todos: pois isto é verdadeira e corretamente católico". A Igreja Católica Liberal, por conseguinte, não busca converter as pessoas de uma religião á outra.

     

    RELAÇÃO COM OUTRAS IGREJAS
    A Igreja Católica Liberal não é uma nova comunhão religiosa; é uma parte da Igreja Una, Católica e Apostólica. Essa igreja histórica é em verdade uma, apesar de muitas divisões externas tanto no Oriente e no Ocidente, porque a vida una do Cristo a sustém e anima por intermédio dos sacramentos que ele instituiu. A Igreja Católica Liberal preserva estes sacramentos em sua integridade e plenitude, e crê que sua doutrina esteja de acordo com o ensinamento do Cristo, livre das distorções de épocas posteriores. Além disto, considera que a igreja católica, ou universal, do Cristo consiste de "todos aqueles que professam e se chamam cristãos" . Todas as igrejas, quer sejam "históricas" ou "novas", recebem sua benção em proporção à sinceridade de seus membros e na medida em que cada igreja guarde os canais sacramentais da graça e reflita o que o Cristo pretendeu que fosse a sua igreja.

    A Igreja Católica Liberal busca trabalhar amistosamente com todas as outras denominações cristãs. Não têm desejo algum de fazer prosélitos entre aderentes de qualquer outra igreja e, como prova disto, os acolhe na participação regular e plena de seus serviços sem pedir-lhes que abandonem suas próprias igrejas. Seu apelo principal se dirige a todos os que não são membros de alguma igreja ou associação religiosa. A Igreja Católica Liberal está aberta a todo instante para estabelecer relações de inter-comunhão com outras igrejas, sob as bases mais amistosas possíveis. Por exemplo, não negaria o mistério carismático ou profético da predição e inspiração às corporações não episcopais; como estas corporações não reclamam o sacerdócio Católico, a Igreja Católica Liberal não os reconheceria, portanto, com este. Assim sendo, quando todas as partes estão de acordo, permite a seu clero intercambiar púlpitos com ministros de igrejas não episcopais, mas não convida tais ministros a oficiar em seus altares.

     

    AS ESCRITURAS
    A Igreja Católica Liberal ensina que as Escrituras não foram verbal ou uniformemente inspiradas, mas somente em um sentido geral. Considera que elas contém muito que é de inspiração divina; também com coisas literalmente certas se encontram mescladas outras que, como ensinou Orígenes, devem ser entendidas alegórica e espiritualmente. Reconhece que os livros do Antigo Testamento são de valor muito desigual.

    Ela sugere, também, que há indícios da existência da mais alta inspiração em outras escrituras. De fato, o conhecimento das religiões e psicologia orientais, que se tem feito cada vez mais acessível, lança muita luz sobre a interpretação da doutrina cristã.

     

    LIBERDADE DE PENSAMENTO
    Na maioria das igrejas cristãs a afiliação baseia-se na aceitação de uma crença comum. Existe freqüentemente grande discrepância entre a crença real de um indivíduo reflexivo e a profissão oficial que lhe é requerida. Esta inconsistência conduz a incredulidade reprimida ou insinceridade, e tende a coibir o livre exercício da cogitação.

    A Igreja Católica Liberal deixa seus membros em liberdade para interpretar os credos, escrituras e tradição, e sua Liturgia e Sumário de Doutrina. Só pede que as diferenças de interpretação sejam expressas com cortesia. Toma esta atitude não por indiferença ante à verdade, mas sim porque sustenta que as crenças devem resultar do estudo individual ou da intuição. A verdade não é verdade para um homem, nem a revelação uma revelação, até que ele perceba por si mesmo ser a verdade. À medida que o homem cresce espiritualmente, cresce também sua percepção da verdade; nenhuma mera declaração verbal ou assentimento superficial da mente pode substituir este crescimento. Seguramente o Cristo pretendeu que sua religião fosse de amor e liberdade, que ajudaria as pessoas em suas muitas distintas etapas ao longo da senda do crescimento espiritual; ele não pretendeu que ela ditasse em nome de Deus fórmulas cuja aceitação literal fossem condição para a salvação. A incapacidade para reconhecer uma verdade envolve simplesmente a perda do auxílio que esse reconhecimento traria.

    A Igreja Católica Liberal considera, portanto, que atua de acordo com o espírito de seu Mestre ao aceitar com satisfação em suas fileiras aqueles que buscam a verdade. Conquanto bem apresente a seus membros certas afirmações doutrinárias, não exige deles aceitar quaisquer normas dogmáticas. Como base prática de afiliação não pede a eles que professem uma crença comum, mas sim uma boa vontade para orar em conjunto por intermédio de um ritual comum. Aspira ajudá-los a descobrir a verdade por si mesmos, ao prover-lhes oportunidades de crescimento espiritual e explicar-lhes a antiga ciência da manifestação das potencialidades divinas latentes em cada homem. Pede a seus membros sinceridade, pureza de motivos, tolerância, amplitude mental, cortesia de expressão, vontade de trabalhar e mira constante na busca de elevados ideais.

     

    CLERO
    O Clero da Igreja Católica Liberal não pretende domínio temporal ou espiritual sobre quem quer que adira a seu Rito. Em comum com o sacerdócio de outras igrejas, guarda a missão de Cristo de ensinar (Mt. 28:18-20), mas não reclama autoridade alguma sobre a consciência individual, mas sim bem acentua sua função como ministros dos sacramentos divinos, como servidores dos mistérios de Deus, prontos a por-se à disposição dos que solicitem sua ajuda, em qualquer forma razoável.

    A Igreja Católica Liberal não proíbe nem requisita a seu clero o matrimônio. Espera, naturalmente, que seu clero, do mesmo modo que seus membros, respeitem a santidade dos votos matrimoniais e demonstrem responsabilidade em seu comportamento ante os demais.

    O clero da Igreja Católica Liberal não recebe pagamento e geralmente conserva suas funções seculares enquanto dedica ao serviço da igreja outros períodos disponíveis.

     

    ÉTICA
    A Igreja Católica Liberal enfatiza o valor da vida e adoração cristãs coletivas. Essencialmente, o Cristianismo, como sistema de ética e filosofia e adoração, capacita o homem para expressar mais plenamente o amor de Cristo. Com o poder deste amor, o homem pode resolver as muitas dificuldades que obstruem o caminho da fraternidade humana, essa fraternidade que é a pedra angular de toda a vida religiosa verdadeira. Sem ela, nenhum sistema de organização social pode funcionar apropriadamente.

    As responsabilidades éticas do homem incluem tolerância, amor e fraternidade, e, graças a unidade inerente de toda a vida, devem estender-se más além da nação e cor dos semelhantes de todas as religiões, ou de nenhuma, e mesmo aqueles que negam a existência de Deus. Mais ainda, a Igreja Católica Liberal crê que o homem tem deveres éticos entre os quais palpita a vida criadora de Deus; como irmãos mais velhos, os homens deveriam proteger e cuidar da criação vegetal e animal como uma tarefa sagrada. O verdadeiro discípulo de Cristo deveria se destinguir por sua capacidade de amar e interessar-se, em lugar de suas crenças. Pelo exemplo vivo de verdadeira fraternidade todos podem ser conduzidos mais próximo de Deus a seu devido tempo.

    A Igreja Católica Liberal não recusa o matrimônio à pessoas divorciadas.

     

    MISTICISMO E EXPERIÊNCIA EXTRASENSORIAL
    A Igreja Católica Liberal incluí dentro dos limites de seus ensinamentos tudo que é bom e verdadeiro no crescente campo do conhecimento científico. Acolhe com bons olhos novos estudos da psique humana, que incluem a psicologia, a percepção extrasensorial e a investigação psíquica. Entretanto, colocaria seriamente em dúvida a veracidade e o valor de seitas e cultos que promanem apenas de tais estudos.

    Igreja Católica Liberal crê que os antigos ritos para a ministração dos sacramentos fundamentam-se na sabedoria do Cristo e que para tanto devem estar de acordo com a ordem divina e, necessariamente, científica. Ainda que poucas tentativas se tenham feito para estudar a razão das mudanças na psique do homem produzidas por estes ritos, há encorajadores avanços neste campo.

    "Quando não há visão, o povo perece" (Prov. 29:18). Nos primevos dias de toda religião há homens de visão que pela percepção direta de verdades espirituais, são capazes de falar com a única autoridade de valor distinto ao da revelação, a autoridade do saber. Tais verdades podem ser descobertas o recomprovadas em qualquer período por aqueles que sejam espiritualmente desenvolvidos.

    Quando a igreja deixa de produzir homens de saber, seus ensinamentos se estreitam e petrificam, sua teologia se torna legalista e mecânica, e seu sacerdócio, carente de iluminação interna, trata de impor sua vontade por autoridade e de perseguir aqueles que resistem. A Igreja Católica Liberal aspira ser uma igreja gnóstica, não no sentido de reproduzir certas extravagâncias do Cristianismo primitivo, mas sim no sentido de auxiliar a seus membros a obter por si mesmos esta certeza do conhecimento que é a verdadeira gnosis sobre a qual escreveu São Clemente de Alexandria. A antiga senda de purificação, iluminação e união, que antigamente conduziu o candidato à esta certeza está ainda aberto para ser trilhado. Aqueles que trilham podem todavia ainda esperar alcançar o discipulado, aquela comunhão direta com o Mestre que deveria ser o ideal de todo Cristão. O caminho da Cruz é o desenvolvimento progressivo do Espírito-Crístico dentro do homem, e a este fim conduzem o auxílio dos sacramentos da santa igreja do Cristo.

    A Igreja Católica Liberal é uma igreja cristã vivente, progressiva porque sustenta que as formas religiosas devem marchar pari passu com o crescimento e iluminação humanos, e histórica enquanto mantém que a igreja transmitiu uma herança preciosa do próprio Cristo.

     

    CONDIÇÕES DE COMUNHÃO
    A Igreja Católica Liberal recebe em seus altares todos aqueles que sincera e reverentemente deles se aproximem. Percebe a igreja cristã como a grande fraternidade de todos os que se direcionam para o Cristo, seu mestre e amigo, como o inspirador de sua vida espiritual. Oferece o Bendito Sacramento de seu amor a qualquer membro desta fraternidade que reverentemente o deseje.

    Os candidatos são admitidos à Igreja Católica Liberal pelo Batismo ou, se este já tiver sido corretamente ministrado, pela confirmação. Caso o candidato tenha recebido tanto batismo como a confirmação em sua forma completa, se emprega uma forma simples de admissão na qual se invoca uma benção sobre as aspirações religiosas do candidato.

    Aqueles candidatos que desejam ingressar à Igreja Católica Liberal e já tenham recebido estes sacramentos segundo uma forma menos completa, os receberão 'condicionalmente'.

     

    LITURGIA
    A Igreja Católica Liberal usa uma liturgia revisada no idioma vernáculo; se conservam com escrupuloso cuidado os traços essenciais das formas sacramentais, e a nota predominante é de uma alegre e devota aspiração. Procurou-se não colocar nos lábios do sacerdote e da congregação sentimentos que não queiram expressar-se sinceramente ou que não possam razoavelmente ser levados à prática.

    O temor a Deus e sua ira; pregações contra os pagãos; atitudes de adulação servil ou rebaixamento abjeto; repetidas implorações de misericórdia, tentativas pueris de negociar com Deus, e medo ao inferno eterno, junto com outras cruéis reminiscências do passado, tudo isto se eliminou como contrário à idéia de um Pai amável e de um homem criado por ele à sua própria imagem. Como as verdades essenciais da religião são imutáveis, sua apresentação e sua marca devem variar à medida que a humanidade avança em direção à iluminação mais completa. Expressões suplicatórias e formas de petição que eram adequadas para comunidades agrícolas da Ásia Menor nos primeiros séculos da era cristã não podem expor adequadamente os sentimentos de adoração de nossa época. O mesmo pode dizer-se das formas medievais.

    O ato central do culto cristão é a Santa Comunhão, ou Missa, chamada pelos Católicos Liberais de Santa Eucaristia para acentuar a gratidão com que se deve recebê-la. Neste bendito sacramento, Jesus Cristo está presente de uma maneira espiritual sob a forma do pão e do vinho. A Igreja Católica Liberal afirma que a Santa Eucaristia, longe de ser uma mera comemoração de sua vida, morte e ressurreição, é a doação suprema do Cristo que ele faz de si mesmo para sua igreja.

    A Santa Eucaristia é essencialmente um ato coletivo; todos os que tomam parte, e em realidade toda a humanidade e toda a criação, são assim abençoadas.

     

    CONFISSÃO
    A "confissão auricular" é opcional e não constitui exigência preliminar para receber a Santa Comunhão. Sua prática freqüente e sistemática não é encorajada, pois tende a restringir o verdadeiro valor do Sacramento na vida espiritual do indivíduo.

    Por crer que a graça da Absolvição é um dos dons de Cristo para seu povo (Jo. 20:23), a Igreja Católica Liberal oferta este auxílio aos que a desejam, quer seja pelo método auricular ou em seus serviços públicos. Absolver significa liberar. Consistentemente com este significado, a Igreja Católica Liberal não considera que a absolvição livre para sempre o homem do pecado, ou que o exima das conseqüências de seus maus atos. A absolvição deveria conduzir a uma reanimação, a uma restauração da harmonia interna natural que foi perturbada, e a por de novamente o homem dentro de um fluxo mais pleno daquele poder divino do qual ele deve ser uma verdadeira expressão.

     

    CURA
    A Igreja Católica Liberal dá especial atenção ao ministério da cura. Ainda que os fenômenos de cura pareçam ter sido freqüentes nos tempos dos apóstolos, não é justificável pretender que o poder de curar se confira na ordenação, ou que o dom de curar seja outra coisa que não um poder carismático. Mas a Igreja de Cristo tem no alento revivificante do Espirito Santo, na graça da absolvição e nos sacramentos da Unção e a Eucaristia, meios de graça que vitalizam e suplementam os métodos de cura correntes. As funções sacerdotais e de cura podem ser compreendidas como complementares; existe um crescente reconhecimento de que os males do corpo são em muitos casos o resultado de doenças da psique e podem ser remediados melhor quando a alma está em paz. A Igreja Católica Liberal trata de restabelecer este ministério de cura na merecida posição que lhe cabe na economia da vida. O sacramento da Unção é usado para este fim de três maneiras: como serviços públicos de cura espiritual; como uma unção privativa aos enfermos, e como Extrema Unção para os que estão em perigo iminente de morte física, em cujo caso pode considerar-se como uma cura da alma. Embora ocorram casos de recuperação física, o propósito da cura espiritual se dirige sempre mais diretamente à fonte da enfermidade, que freqüentemente é uma desarmonia não reconhecida dentro da psique e uma separação da corrente de graça.

     

    ARTE
    A expressão artística é uma atividade criadora do Espirito Santo, e portanto é um potente fator para a elevação moral e espiritual do homem. A Igreja Católica Liberal trata de dar reconhecimento prático à verdade que o adestramento e refinamento das emoções e das percepções intuitivas por influência da arte são tão necessárias como o é o desenvolvimento da mente pela ciência e filosofia. Amar a beleza é amar uma manifestação do divino. Quando as pessoas forem belas internamente elas expressarão necessariamente a sua divindade inata. Não se deve subestimar o poder da arte para cultivar esta beleza interna.

    A expressão da beleza em atos de culto é sumamente valiosa em nossa era tecnológica e utilitária. Muitas pessoas tiveram pouca experiência de sua influência criadora em suas vidas diárias. O ritmo do cerimonial, a cor e a forma das vestimentas, o poder enaltecedor da música, a nitidez das linhas arquitetônicas nos edifícios, e da beleza simples de seu mobiliário, todas estas coisas são idealmente parte do trabalho litúrgico da igreja. O Coral Eucarístico está planejado como o principal serviço da igreja, usando uma música que permita uma plena participação congregacional. Assim, também, os demais serviços estimulam o louvor coletivo.

    A Igreja Católica Liberal reconhece que pela influência de tais auxiliares, ainda que eles não sejam em si mesmos essenciais, a consciência humana expande-se rumo a harmonia divina e ela responde cada vez mais, ainda que imperfeitamente, a realidade da beleza. A arte tem sido chamada de o servidor da religião; em verdade é uma parte integral do culto.

     

    POLÍTICA
    A Igreja Católica Liberal não intervém, enquanto corporação, tanto na política nem em trabalho social. Considera que melhor deveria converter-se num poder impulsionador de todo progresso social e político ao inspirar a seus membros o amor à humanidade e o desejo de servir a seus semelhantes, ao passo que os deixa em liberdade para escolherem seus próprios fins e meios convenientes.

     

    FINANÇAS
    As atividades da Igreja Católica Liberal dependem inteiramente das contribuições tanto de seus fiéis como de seu clero. Seu clero não recebe nenhum salário ou recompensa pessoal; em realidade seu clero serve voluntariamente e ganha sua vida em ocupações seculares. Nenhuma taxa pode ser cobrada pela ministração dos sacramentos ou por outro trabalho espiritual.


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    Não obstante A Igreja Católica Liberal admitir a seu membranato todos os que buscam a verdade, ela não exige de seus membros que aceitem esta Declaração de Princípios ou Sumário de Doutrina; eles devem ser considerados, contudo, como a exposição da contribuição distintiva da Igreja Católica Liberal ao pensamento cristão. Os bispos da Igreja Católica Liberal são preparados para aceitar como candidatos para a ordenação unicamente aqueles que se encontrem em acordo geral com esta Declaração de Princípios e Sumário de Doutrina.


    ---===*===---
    Esta Declaração de Princípios e Sumário de Doutrina, Como Extensivamente Revisados Por Ordem do Sexto Sínodo Episcopal Geral de 1971, São Autorizados Como Documentos Oficiais da Igreja Católica Liberal.

    Em nome do Sínodo Episcopal Geral

    + Hugh Sykes

    Bispo Presidente

    Londres, Festa da Ascensão, 1973


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    Traduzido ao português pelo Rev. Osmar de Carvalho, sob os auspícios do Bispo Regional da Província do Brasil, Dom José Cacais Gonçalves, em 15 de dezembro de 1996.